Embrapa e Itaipu Binacional ampliam parceria para a transformação de dejetos animais em biogás e fertilizantes

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    Foto Embrapa

    Rede Biogásfert ampliará tecnologias voltadas à utilização de resíduos

    A Itaipu Binacional e a Embrapa vão ampliar a cooperação no desenvolvimento de tecnologias visando transformar os resíduos da produção em alternativa de renda para os agricultores de todo o País. Esse é o principal desafio que o projeto “Tecnologias para produção e uso de biogás e fertilizantes a partir do tratamento de dejetos animais no âmbito do Plano ABC” tentará superar nos próximos três anos.

    O projeto reúne dezenas de pesquisadores e auxiliará, ainda, o País a atingir suas metas de redução na emissão de gases de efeito estufa dentro do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC). O investimento total no período será de R$ 7,38 milhões. O memorando de entendimento nesse sentido foi assinado pelas duas empresas durante a solenidade de 40 anos da Embrapa, nesta quarta-feira (24), em Brasília.

    Um dos compromissos do Brasil, por exemplo, é utilizar a biodigestão anaeróbia para tratar 4,4 milhões de m³ de resíduos da suinocultura, deixando de lançar 6,9 milhões de toneladas de CO² na atmosfera. Segundo o líder do projeto e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Juliano Corulli Corrêa, para dar conta das metas do Plano ABC é preciso validar tecnologias e ampliar pesquisas em torno de temas como a utilização de algas no tratamento dos resíduos de biodigestores. “Como materialização desses esforços, pretendemos disponibilizar equipamentos para aprimorar o tratamento dos resíduos, além de práticas e processos para orientar técnicos e produtores. Outra meta nossa é fomentar arranjos que ampliem a geração de energia elétrica e térmica por meio de biodigestores e o surgimento de fábricas de produção de biofertilizantes”, explicou Juliano.

    Equipe
    O projeto, que usará como nome síntese o termo Rede Biogásfert, reúne em sua equipe especialistas em biogás e em fertilizantes de 14 Unidades Descentralizadas – Embrapa Suínos e Aves (concórdia, SC), Embrapa Solos (Rio de Janeiro, RJ), Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás, GO), Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ), Embrapa Agroenergia (Brasília, DF), Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG), Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP), Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop, MT), Embrapa Florestas (Colombo, PR), Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG) e Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) e Secretaria de Relações Internacionais (SRI). Também participam pesquisadores da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Instituto Nacional de Tecnologia, Fundação Oswaldo Cruz, Fundação Parque Tecnológico ITAIPU e Instituto InMetro.

    Resultados
    Os primeiros resultados práticos da Rede Biogásfert já começarão a ser vistos em 2014. É que muitas das tecnologias listadas no projeto estão na fase de finalização, como é o caso das fábricas de biofertilizantes que utilizam resíduos da produção de aves. “Precisamos apenas fazer uma adaptação para o dejeto de suínos, fazendo com que os resíduos dessas duas grandes atividades, suinocultura e avicultura, possam se transformar em um negócio promissor”, disse Juliano Corrêa.

    De acordo com o pesquisador, os fertilizantes organominerais apresentam rendimento 15% superior se comparado aos fertilizantes normalmente utilizados pelos produtores. Outra aposta para breve é a geração de energia elétrica por meio de biodigestores. Esse é um dos interesses da Itaipu Binacional, que quer desenvolver o mercado de energia alternativa no País.

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