Governo do Mato Grosso autoriza propostas para comercialização de créditos de carbono

Governo do Mato Grosso autoriza propostas para comercialização de créditos de carbono

Empresas europeias têm interesse de investir mais de R$ 35 milhões no estado

No último dia 29 de junho, o Conselho Gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas do Mato Grosso (CGPPP-MT) autorizou o encaminhamento de duas propostas de estudo para a comercialização de créditos de carbono no estado. O objetivo da medida é desenvolver projetos voltados à conservação do meio ambiente.

De acordo com uma nota publicada no site do governo, o órgão responsável pela elaboração da política de PPP é formado por oito secretarias estaduais e presidido pelo secretário de planejamento (Seplan). As empresas europeias Permian Brasil Serviços Ambientais, com sede na Noruega, e Althelia Climate Fund GP, na Inglaterra, registraram a intenção de desenvolver os projetos junto ao governo do Mato Grosso, por meio de uma Manifestação de Interesse da Iniciativa Privada (MIP).

Nesse tipo de empreendimento, a iniciativa privada entra com o capital do investimento, passando a receber pelo serviço só após iniciar a oferta. “As vantagens de adotar essas parcerias são várias e a da economia está em primeiro lugar”, afirmou Guilherme Müller, presidente do Conselho Gestor do Programa Estadual de PPPs.

A Permian Brasil apresentou interesse em implantar um projeto de proteção em quatro unidades de conservação estaduais, nos municípios de Colniza e Aripuanã, região ao noroeste do estado, conhecida como arco do desmatamento. A proposta é gerar créditos de carbono que serão comercializados trazendo receitas tanto para a empresa como para o Governo do Estado. Já a Althelia Climate Fund, propõe que seja desenvolvida uma plataforma para negociar os ativos ambientais de Mato Grosso. Juntas as duas empresas manifestaram interesse em investir mais R$ 35 milhões no estado.

“Quem com isso ganha é o estado, que poderá investir em ferramentas que ampliem e aperfeiçoem o monitoramento, a fiscalização e o combate aos crimes ambientais, com vistas a cumprir a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2020. Também há um ganho para o cidadão, já que o mecanismo de REDD+ visa prioritariamente apoiar uma agenda positiva que promova equidade social, em um contexto de redução de desmatamento”, disse André Baby, secretário-executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

O próximo passo é publicar a autorização para que as duas empresas façam o estudo desses projetos e abrir chamamento público para que qualquer empresa nacional ou mundial que queira estudar também se apresente para o estado.

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