Estudo aponta necessidade de reavaliação de áreas prioritárias

Estudo sobre as causas do baixo uso pelos agricultores de crédito no Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) realizado para o Observatório ABC pelo engenheiro agrônomo e doutor em economia aplicada Alexandre Mendonça de Barros, diretor-sócio da MB Agro, constatou que não há restrição de oferta, mas sim de demanda por parte dos produtores nas áreas consideradas prioritárias pelo Programa no Norte e Nordeste (Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins). A falta de demanda resulta do risco embutido na recuperação de áreas degradadas, o que desmotiva o produtor a procurar o crédito rural. Entre as principais conclusões do estudo está o fato de que as áreas selecionadas como prioritárias pelo Programa são aquelas com maior risco climático, têm alto risco econômico e não são cobertas pelas principais rotas logísticas de exportação do Brasil. Além disso, dificilmente propiciam sistemas de integração entre lavoura e pecuária ou produção de madeira. As taxas de juros e o preço do boi na região são outros pontos
que impactam no Programa ABC, de acordo com Mendonça de Barros.

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