Custos econômicos de metas para Agricultura de Baixo Carbono são menores do que previa o governo federal

Custos econômicos de metas para Agricultura de Baixo Carbono são menores do que previa o governo federal

Recuperação de pastagens custaria até R$ 31,3 bilhões e expansão de iLPF R$ 7,8 bilhões

De acordo com o estudo Impactos Econômicos e Ambientais do Plano ABC, lançado no último dia 27/9, pelo Observatório ABC, os custos econômicos para a implementação das metas do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) são menores do que o previsto pelo governo federal.

A partir de um modelo econômico-ambiental, capaz de simular os efeitos do cumprimento das metas, o estudo mostrou que a recuperação de 15 milhões de hectares (Mha) de pastagens custaria entre R$ 26 e R$ 31,3 bilhões – enquanto o governo previa um investimento de R$ 43,9 bilhões no lançamento do Plano. Já para expandir o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) em 4 Mha, o custo apontado pelo estudo seria entre R$ 7,7 e R$ 7,8 bilhões contra R$ 51 bilhões para o governo.

Além disso, o estudo revelou que o cumprimento das metas de recuperação de pastagens e iLPF possibilitaria alcançar uma redução de até 51,8 milhões de toneladas de carbono equivalentes (tCO2e) ao ano – o que representa 34% das emissões brutas de fertilização e manejos dos solos agrícolas. Este número representa entre 32% e 39% da meta total de redução de emissões previstas para o Plano ABC como um todo.

“Este estudo comprovou que é possível atingir as metas do Plano ABC com desembolsos menores que o previsto, mas o Brasil precisa ajustar o modo como vem lidando com suas estratégias de atuação”, afirma Angelo Gurgel, coordenador do Observatório ABC e responsável pela elaboração do estudo.

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