Estudos destacam presente e futuro da Agricultura de Baixo Carbono em diversas regiões do Brasil: Norte é destaque

Estudos destacam presente e futuro da Agricultura de Baixo Carbono em diversas regiões do Brasil: Norte é destaque

Além de apresentar balanço do Programa ABC, Observatório ABC analisa comportamento das regiões brasileiras, considerando novas estratégias de implementação da agricultura com menos emissão de gases

O Observatório ABC acaba de lançar dois estudos que fazem um importante alerta à estratégia brasileira de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) e a região Norte é destaque. Segundo o estudo Impactos Econômicos e Ambientais do Plano ABC, ao considerar “áreas prioritárias” com foco nas regiões com maior degradação, a região Norte, onde se concentra o bioma Amazônia, teria 570 mil ha de pastagens recuperadas, reflexo da sua participação relativamente pequena no total de pastagens degradadas. Por outro lado, segundo o estudo Análise dos Recursos do Programa ABC, a região Norte é a que mais tem ganhado participação na contratação de recursos para Agricultura de Baixo Carbono, passando de 9,6%, em 2014/15, para 19,5%, em 2016/17. Neste caso ainda, o custo econômico para a sociedade brasileira seria equivalente a retirar R$ 3,71 de consumo de cada habitante para se atingirem as metas de recuperação de pastagens e iLPF.

Mudanças no Uso da Terra (Mil Hectares)

Mudanças no Uso da Terra (Mil Hectares)

Este resultado na região Norte é fruto de um processo de divulgação e capacitação das técnicas previstas no Programa ABC com produtores rurais da região, incluindo a presença do BNDES.

Estes estudos apontam os caminhos para o Brasil alavancar suas ações para agricultura de baixo carbono e alcançar as metas de recuperação de 15 milhões de hectares (Mha) de pastagens degradadas e a expansão do sistema de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) em 4Mha.

“Os estudos comprovaram que é possível atingir as metas do Plano ABC com desembolsos menores que o previsto, mas o Brasil precisa ajustar o modo como vem lidando com suas estratégias de atuação”, afirma Angelo Gurgel, coordenador do Observatório ABC.

O estudo “Impactos Econômicos e Ambientais do Plano ABC” ainda constatou que independentemente de a alocação dos recursos ser direcionada ou não para as áreas prioritárias, o Plano ABC tende a proporcionar maior especialização da região Norte na direção da produção pecuária.

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