Monitoramento é desafio da agricultura de baixo carbono em 2018

Monitoramento é desafio da agricultura de baixo carbono em 2018

Plataforma que fará verificação foi instituída no final deste ano, mas ainda não há data para sua efetivação

O Plano ABC prevê o desenvolvimento de um sistema amplo e integrado de monitoramento da redução das emissões provenientes da adoção das tecnologias de Baixo Carbono, que permita desde a estimativa do balanço das emissões ao nível da propriedade rural e a sua certificação futura, bem como o monitoramento em larga escala das redução das emissões em escala regional e nacional como forma de reconhecimento internacional, quando contabilizada no Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa. Neste sentido, a Embrapa, responsável por coordenar o processo esse monitoramento instituiu, neste final de ano, a Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa na Agricultura – Plataforma ABC (PlatABC). Este laboratório, localizado no campus da Embrapa Meio Ambiente, em Jaguariúna (SP), tem como objetivo monitorar as estimativas de redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) dos setores da agricultura brasileira, sobretudo as reduções derivadas das ações previstas e em execução pelo Plano ABC.

O pesquisador Celso Vainer Manzatto é o responsável técnico da plataforma, que conta com um Comitê Diretor, formado por representantes do governo e da sociedade civil. A plataforma possui um papel estratégico na avaliação do desempenho geral do Plano ABC através da quantificação da adoção das tecnologias de baixa emissão de carbono e consequente redução das emissões de gases de efeito estufa  pelos  agricultores e também apoiar ações de transparência das metas pré e pós as metas de redução de emissões assumidas oficialmente pelo Brasil no ano passado.

A Plataforma ABC é uma estratégia multinstitucional de acompanhamento e avaliação da efetividade do Plano ABC, visando tanto à avaliação da sua efetividade quanto o seu aprimoramento contínuo. O diálogo é direto com o Plano/Programa como a sociedade como um todo, constituíndo em uma ação de transparência ao demonstrar a contribuição do Setor agropecuário, através de uma política pública, das metas de redução das emissões de GEE assumidas pelo do país. O lançamento depende ainda de confirmação de agenda do Ministério da Agricultura (Mapa).

Balanço

Para o coordenador do Observatório ABC, Angelo Gurgel, “apesar de todas as dificuldades que o Brasil vem enfrentando, como a falta de recursos públicos para tocar a agenda política, o Plano ABC tem conseguido disseminar junto à sociedade a importância da agricultura de baixo carbono. Alguns exemplos disso em 2017, além do decreto de instituição da Plataforma de Monitoramento, foram as discussões na Conferência do Clima (COP-23) sobre o tema, os grupos de trabalho de ABC na Coalização Brasil Clima, Florestas e Agricultura e no Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a iniciativa da Rede de Fomento em Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, que demonstram, inclusive, o apoio do setor privado à agricultura de baixo carbono”, disse.

Segundo o coordenador do Observatório, espera-se que, com a volta do crescimento do país, as agendas de médio e longo prazos voltem à pauta e, com elas, temas como o desenvolvimento sustentável da pecuária, com a recuperação de pastagens e a iLPF ganhando espaço, o Código Florestal e o desmatamento, fazendo com que o governo coloque mais esforços na agricultura de baixo carbono. “Isso é esperado também por conta dos efeitos positivos da agricultura de baixo carbono em aumentar a produtividade agrícola. Por isso temos esperança que os princípios do Plano ABC se espalhem mais no Plano Agrícola brasileiro. O Observatório ABC vai continuar advogando nesse sentido”, disse.

 

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