Observatório realiza quatro estudos sobre Plano ABC em 2017

Observatório realiza quatro estudos sobre Plano ABC em 2017

Dados trazem estratégias para áreas prioritárias, análise de recursos, desafios e restrições dos produtores rural e impactos econômicos e ambientais

Em 2017, o Observatório ABC deu continuidade ao desenvolvimento de estudos voltados ao Plano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), monitorando as ações do Plano e do Programa ABC, de modo a subsidiar e facilitar o debate e engajar a sociedade na discussão sobre a agricultura de baixo carbono.

Para isso, Observatório lançou, em maio, em evento realizado no Centro de Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (GVAgro), dois estudos que analisam os entraves do Programa ABC – linha de crédito rural para boas práticas no campo – e apontam soluções para melhorar sua implementação. Coordenado e apresentado pelo pesquisador da FGV, Evandro Faulin, o estudo Desafios e restrições dos produtores rurais na adoção de tecnologias de baixo carbono, buscou identificar as causas das dificuldades enfrentadas por produtores rurais que buscam o Programa ABC, em um estudo de caso no município de Alta Floresta, Mato Grosso.

Durante o evento de lançamento, o diretor-sócio do MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros, fez uma avaliação, apresentando o estudo Avaliação do uso estratégico das áreas prioritárias do Programa ABC, que conclui que as áreas prioritárias para incentivo do Programa ABC precisam levar em consideração a conta econômica dos produtores, sendo necessário desenvolver um sistema de avaliação que incorpore os resultados econômicos nos modelos de intensificação.

Além dessas publicações, o Observatório também lançou, em setembro, também no GVAgro, mais dois novos estudos: Impactos Econômicos e Ambientais do Plano ABC e Análise dos Recursos do Programa ABC. O primeiro estudo traz os custos econômicos e os benefícios ambientais para a implantação do Plano ABC, enquanto o segundo aborda a atualização da contratação pelos produtores rurais desta linha de crédito para agricultura de baixo carbono no ano-safra 2016/17.

Os estudos oferecem contribuições para o Brasil potencializar suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) do setor agrícola e trazem importantes resultados. A análise dos recursos do ABC mostra que na safra 2016/17 foram disponibilizados para o Programa ABC R$ 2,9 bilhões, 3% menor do que na safra anterior (2015/16), que contou com R$ 3 bilhões. Do total ofertado para o Programa ABC, foram contratados pelos produtores rurais 63% (R$ 1,81 bilhão), enquanto na safra anterior (2015/2016) esse percentual foi de 68% (R$ 2,05 bilhões).

Quanto aos custos, o estudo mostrou que a recuperação de 15 milhões de hectares (Mha) de pastagens custaria entre R$ 26 e R$ 31,3 bilhões – enquanto o governo previa um investimento de R$ 43,9 bilhões no lançamento do Plano. Já para expandir o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (iLPF) em 4 Mha, o custo apontado pelo estudo seria entre R$ 7,7 e R$ 7,8 bilhões contra R$ 51 bilhões para o governo.

Além do desenvolvimento de estudos, este ano também foi marcado pela a presença do Observatório ABC em importantes debates do setor. Em novembro, o Observatório foi até Bonn, na Alemanha, para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-23). O Programa ABC foi um dos temas de destaque em mesa que discutiu os desafios e perspectivas da agricultura de baixo carbono no Brasil.

Comentários

Compartilhe