Carne Baixo Carbono e Projeto Carbono Araguaia

Carne Baixo Carbono e Projeto Carbono Araguaia

Carne Baixo Carbono

O Workshop realizado no dia 22 de outubro na FGV-SP contou com uma série de palestras voltadas à agropecuária sustentável e projetos pioneiros. O evento contou com a assinatura de uma importante parceria entre a Embrapa e o Grupo Roncador, um dos principais grupos agropecuários do país. A parceria irá permitir que os pesquisadores da Embrapa possam testar os efeitos práticos do protocolo de produção Carne Baixo Carbono em duas fazendas do grupo em Querência (MT) e Cocalinho (MT), verificando o estoque de carbono no solo e, consequentemente, a mitigação de gases do efeito estufa emitidos durante a produção. O professor da FGV e coordenador do Observatório ABC, Angelo Costa Gurgel, ressaltou que a parceria firmada é uma prova da capacidade de integração entre sustentabilidade e produtividade.

Projeto Carbono Araguaia

Além do projeto Carne Baixo Carbono, o projeto Carbono Araguaia também recebeu atenção durante o evento. O Carbono Araguaia é um projeto desenvolvido desde 2015 em 24 fazendas pertencentes à Liga do Araguaia, incluindo as fazendas Roncador e Água Viva. O projeto visa aplicar um processo de intensificação nas propriedades (reformando e recuperando pastagens com a utilização de tecnologia de ponta) e iniciar a adoção de sistemas integrados. Resultados iniciais desse projeto evidenciam o potencial dos sistemas integrados, como ILPF, na neutralização de emissões de metano pelo gado. Pelerson Penido, pecuarista do Grupo Roncador, aponta que, desde a adoção da ILPF em 8000 hectares da fazenda Roncador, foram observadas melhorias na produtividade, revitalização do solo e aumento da fauna nativa.

José Carlos Pedreira, consultor do Grupo Roncador, apontou que a produção com intensificação também ajuda a combater a emissão de gases do efeito estufa. Isso ocorre através da diminuição do tempo de abate do animal. A intensificação pode reduzir o tempo de abate para 18 meses, um número bem inferior aos 48 meses dos sistemas menos intensivos. Essa diminuição no tempo de abate faz com que o animal passe por um período de engorda menor e, portanto, emita menos metano ao longo da cadeia produtiva mais rápida. Além dos benefícios já citados, a ILPF também traz benefícios ao bem-estar do rebanho, destaca Márcio Nappo, diretor de sustentabilidade da JBS. As árvores no sistema ILPF fornecem sombra para o descanso dos animais e criam um microclima apropriado ao rebanho.

Os palestrantes do workshop foram: Ronney Mamede, chefe-geral interino da Embrapa Gado de Corte; Angelo Costa Gurgel, professor da FGV e coordenador do Observatório ABC; Eduardo Assad e Roberto Giolo, pesquisadores da Embrapa; Roberto Strumpf, sócio-diretor da Pangea Capital; Cleber Soares, diretor executivo da Embrapa; Pelerson Penido e Caio Penido, do Grupo Roncador.

Para saber mais sobre o acordo entre Embrapa e Grupo Roncador, acesse:

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/38870256/acordo-viabiliza-primeira-area-de-estudo-oficial-da-carne-baixo-carbono

Para mais informações sobre o Grupo Roncador, acesse:

 

http://www.gruporoncador.com.br/

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