Emissões de gases e Projeto de incentivo ao ILPF

Emissões de gases e Projeto de incentivo ao ILPF

Emissões de gases do efeito estufa caem 2,3% em 2017 e projeto pretende estimular a adoção do ILPF no Triângulo Mineiro

A sexta edição SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), organizado pelo Observatório do Clima, foi divulgado na última quarta-feira na cidade de São Paulo. Os dados divulgados mostram que o Brasil diminuiu em 2,3% suas emissões de gases do efeito estufa em 2017. Nominalmente, o Brasil emitiu 2,071 bilhões de toneladas brutas de CO2 em 2017 em comparação com as 2,119 bilhões de toneladas registradas em 2016.

A pesquisa aponta que a diminuição das emissões foi influenciada pela queda do desmatamento na Amazônia. O Observatório do Clima aponta que a diminuição de 12% no desmatamento está estreitamente relacionada com o a retomada da fiscalização pelo Ibama. A situação da Amazônia, entretanto, não se repete no Cerrado, bioma em que as emissões de GEEs subiram 11% em comparação com 2016. Os setores energético, industrial e de resíduos registraram alta nas emissões, enquanto que a agropecuária, setor que responde por 24% das emissões, registrou queda de 0,9%.

O relatório aponta que a queda de emissões na agropecuária se deve à redução do rebanho bovino. Essa redução do rebanho está ligada com o aumento no abate de animais. Os preços mais baixos das carnes impulsionaram a demanda e, consequentemente, mais animais foram abatidos.

O setor agropecuário tem um potencial ainda maior de mitigação dos gases do efeito estufa. Uma das alternativas para alcançar esse potencial é a adoção de sistemas integrados, como o ILPF. Alguns projetos visando a expansão do ILPF no Brasil já estão sendo desenvolvidos. Um desses projetos está sendo desenvolvido pela Embrapa e pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu. O projeto pretende viabilizar o acesso de pequenos e médios produtores do Triângulo Mineiro ao Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), do governo federal, que fornece recursos para a implantação de tecnologias produtivas sustentáveis.

Também é interessante ressaltar a mudança na base de dados utilizada no relatório, que agora conta com informações do projeto MapBiomas e, dessa forma, garante estimativas mais precisas. A nova base de dados também permitiu aos pesquisadores reavaliarem o impacto da regeneração de áreas nativas. Estimativas preliminares apontam que as áreas nativas regeneradas podem estar sequestrando da atmosfera o dobro de GEEs do que o apontado pelos dados oficiais atualmente disponíveis.

Para saber mais, acesse:

https://portaldbo.com.br/programa-ira-estimular-ilpf-entre-pequenos-produtores/

http://www.observatoriodoclima.eco.br/emissoes-brasil-caem-23-em-2017/

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