Mercados de Carbono e ILPF

Mercados de Carbono e ILPF

Sistemas integrados podem ser ferramenta importante para o cumprimento de metas ambientais

A Conferência Regional da Parceria em Serviços Ecossistêmicos (ESP – da sigla em inglês), evento voltado a impulsionar a evolução de serviços ecossistêmicos, discutiu questões voltadas ao desenvolvimento sustentável. O evento foi realizado entre os dias 22 e 25 de outubro na Unicamp. Entre os trabalhos apresentados durante o evento, destaca-se o dos pesquisadores Thomaz Costa e Miguel Gontijo Neto. Eles analisaram o impacto de sistemas integrados, como o ILPF, na redução da emissão de gases do efeito estufa durante a cadeia produtiva. Além de utilizar certos serviços ecossistêmicos, a agricultura também pode fornecê-los, afirmam os autores. Entre os benefícios de sistemas integrados estão a maior eficiência produtiva, diversificação da produção (em um mesmo espaço podem ser produzidos produtos agrícolas, carne e madeira), revitalização do solo e sequestro de carbono.

O sequestro de carbono é um serviço ecossistêmico importante para a estabilização climática e cumprimento de metas ambientais. A agropecuária, como setor capaz de prover esse serviço, pode ser considerada como peça-chave para o estabelecimento de um mercado de carbono no futuro. Através do sequestro de carbono em sistemas integrados, a agropecuária pode servir como agente relevante no mercado de créditos de carbono, contribuindo para a controle das emissões dos GEEs (gases do efeito estufa). Em um cenário de superávit de carbono na cadeia de produção agropecuária (mais carbono sequestrado do que produzido), o produtor rural pode se beneficiar financeiramente pela eficiência ambiental. Isso acontece através da venda de créditos para agentes econômicos interessados (agentes com dificuldade na redução de emissões).

Levando em consideração os benefícios apontados acima, a economia de baixo carbono coloca-se como alternativa importante para viabilizar a redução de emissões de GEEs no longo prazo. Países como França e Alemanha têm realizado investimentos significativos no setor, visando cumprir metas ambientais estabelecidas em acordos internacionais. O Brasil também está começando a seguir essa tendência. Isso pode ser notado, principalmente, pelo interesse demonstrado pelo governo sobre o tema. Para quem se interessar, a Comissão Mista de Mudanças Climáticas (CMMC), composta por deputados e senadores, promove audiência pública sobre o financiamento da economia de baixo carbono no dia 7 de outubro. O público pode participar da audiência através dos canais oficiais.

Para saber mais, acesse:

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2018/11/01/comissao-de-mudancas-climaticas-debate-financiamento-da-economia-de-baixo-carbono

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/38913943/campinas-foi-palco-do-debate-sobre-servicos-ecossistemicos-na-america-latina-e-caribe

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